Putz. Quase um ano e meio de ausência. Dois motivos me trazem de volta: a perda do meu guru Millôr e o medo da perda.
Nem sempre concordava com tudo do Millôr e ele sempre respeitou meu livre pensar. Conheci os escritos de Millôr Fernandes ainda adolescente. Num sebo, em Madureira - havia, acreditem -, deparei-me com um livro amarelado, de capa grudada com durex, com uma sugestiva gravura de "O pensador", de Rodin, tendo a cabeça apoiada numa pata de equino. Acima da montagem, o provocante título "Lições de um ignorante". Com a leitura, aprendi, entre outras coisas, que a Chapeuzinho Vermelho tinha astigmatismo, sofria de otite, era esquizofrênica, débil mental e paranoica e viveu até os 57 anos; aprendi também que existem três tipos de idiota e que não há lugar em que ficamos mais livres do que no banheiro, muito embora a nossa maior expressão de liberdade seja como é a de um táxi livre; ah, e entendi que o meu pavor de baratas não é descabido. Virei fã do Millôr. Tempos depois, já nos 2000, passei a folhear a famigerada Veja semanalmente em bancas de jornal só para ler a página do cara. Às vezes comprava o exemplar para repetir o gozo mais vezes na semana. Depois veio o blog - http://www2.uol.com.br/millor/ - e sinto saudade quando fico dias sem fazer uma visita. E quando passo algum sufoco, busco diversão e alento na Bíblia do Caos. E depois o twitter - http://twitter.com/#!/millorfernandes -, onde fiz declarações do meu amor Millôr, sem nenhuma pretensão de resposta. Um dia postei meus desejos de melhoras e, quando ele saiu do hospital, acreditei piamente que havia sido por obra da minha vontade. Por tanto respeitar meu livre pensar, há anos acabou virando meu guru. Agora as águas de março me fizeram perder o Millôr de vista, pelo menos até quando não brotar a flor Papáverum Millôr.
Quanto ao medo da perda, esse ficou a cargo do palavreado rasgado de diagnósticos que ameaçam-me não ver nem o que restou de Millôr, nem flor, nem nada. Que o medo perdure, sem que seu conteúdo se materialize jamais.
Poeminha Dubitativo
Não, Eu não tenho medo do fim. Mas, E se o mundo terminar Antes de mim?
Mais de um mês depois dos dias não havidos aqui, eis-me. Exato um dia após a chegada da primavera. Ontem dormi pensando em vir aqui para falar dessa estação chamada "das flores", dos dias e noites com a mesma duração - uma literal igualdade natural -, dos períodos férteis para um monte de espécies de animais, do calor que vai crescendo com o passar dos dias, fazendo a gente esquecer o que significa inverno e lembrar a delícia do verão (pelo menos para mim!). Mas à noite a intencionalidade mudou e perdeu a cor primaveril. Pudera; assistindo o debate dos presidenciáveis promovido pela CNBB e acompanhando a votação dos recursos do projeto da Ficha Limpa no Supremo Tribunal Federal, não há flor de desabroche e eu broxei. E pensar que um dia a política me deixaria assim... Eu acho que tô ficando velha mesmo.
Depois do desfecho político do final dos anos 1980, a política veio perdendo a graça pra mim, ano após ano. Manifestações contra a ditadura, luta pelas Diretas Já, mobilizações pela eleição da Assembleia Constituinte, envolvimento com a luta pela garantia de direitos (mínimos!) na Constituição, militância na Frente Brasil Popular na eleição presidencial de 1989... Desde então venho me desgostando, apesar de nunca ter deixado de continuar me envolvendo em diversas lutas (partidárias, sindicais, de movimentos sociais...). Esse ano o desânimo se confunde com cansaço.
Paradoxalmente, ao acompanhar os noticiários da eleição, os debates (para presidente e governador em Alagoas) e a propaganda televisiva e observar a campanha nas ruas, me peguei rindo várias vezes. Achando graça mesmo. Não, a política não voltou a ter graça para mim. Eu é que começo a fazer graça dela. Desgraça.
Desgostei, mas ainda me interesso. Pode? Pode. E, confesso, me encontro eleitoralmente numa situação muito confortável: não votarei. Sem tempo e sem vontade de transferir o título eleitoral e requerer o voto em trânsito para presidente, vou justificar o voto. Mais do que conforto, sinto é alívio mesmo. Detalhe: não rubro com a possível "falta de cidadania". Cidadania é sempre a falta, sempre o limite, sempre o intransponível, sempre o ajustamento à ordem.
No debate dos presidenciáveis de esquerda, além da fixação lulesca, o que vi foi a costumeira mesquinhez dos partidos que bradam a revolução, numa autólise negativa de fazer chorar, em que cada um queria identificar no outro marcas pequeno-burguesas, maculadoras e desqualificadoras. Houve até proposta de fazer a revolução pela via eleitoral! Parei por aí e fui trabalhar. Preferi isso a continuar vendo uma suposta esquerda sem carne de gente, de povo, de organização popular, de mobilização social.
No debate de hoje (com os "presidenciáveis de direita"?), até consegui rir com a participação do Plínio. Debate sem ele é café sem açúcar, coca-cola sem gás, pão sem manteiga. Não que adira à sua candidatura. Já processei o luto do PT (há anos!) e nunca estive na sua lista de viúvas. Mas ele consegue desnudar a mansidão e a monocórdia deseducativas dos demais candidatos, consegue revelar a marca retrógada e "prudente" das gangs que detêm o poder econômico e político que grassam nessas terras, desde (o fatídico?) 1500. Gangs burguesas que temem a reforma agrária, a distribuição de renda, a universalização da educação pública, a estatização da riqueza nacional, a severa punição à corrupção. Todos passos já dados por muitos dos países capitalistas, que ainda permanecem sendo, sem riscos de ameaças. Plínio me faz rir dessa burguesia que anda de carro importado com o freio de mão puxado. Me faz rir da validade do dito popular que atravessa a campanha de todos eles: "farinha pouca, meu pirão primeiro", e segundo, e terceiro, e quarto... Aff. Pelo que faz, se eu votasse, seria nele. Mas sem nenhum tesão!
Ouvindo a Dilma, lembro do slogan da campanha de Lula de 1989 (e que ele usou nas demais): "sem medo de ser feliz"; concluo que o atual é "não dá pra ser feliz". Mas certamente ele discordaria de mim dizendo: "Eu não estou convencido disso". Ele adora a palavra "convencido"! E não é que é ele é convencido mesmo?
Assisti todos os debates até agora. Penso que Dilma, Serra e Marina deveriam montar uma frente. Programaticamente, na minha singela opinião, não existem diferenças substantivas. Mas, tolice. Dividir os cargos por três agrupamentos políticos é fazer fatias pequenas demais.
Ao mesmo tempo que assistia ao debate organizado pelo CNBB, fui acompanhando a reunião do STF. Aliás, o Serra só não rezou o Pai Nosso no final porque só tinha um minuto.
Findo o debate, segui a reunião até o fim. Depois de um empate de 5 a 5 e da retirada da reta do presidente do Supremo do voto de minerva, a reunião foi suspensa. Mais uma noite de suspense para o Roriz e os nanicos ameaçados de inelegibilidade pela lei da Ficha Limpa. Mas hoje eles dormem mais tranquilos, fungando um aroma maravilhoso de pizza.
Pessoalmente, acho a Lei da Ficha Limpa um imenso atestado de incompetência da população brasileira. Dela não precisaríamos se o "toma lá, dá cá" não fosse o lema nacional, se a maioria da população tivesse suficiente formação política para fazer sua "escolha cidadã", se a justiça nesse país (mesmo aquela ditada pelo direito positivo!) não estivesse acometida pelo Alzheimer.
Mas ela (a lei) resultou de uma iniciativa popular, que respeitou o previsto na (ultra-emendada!) Constituição "Cidadã": foi subscrita por mais de um por cento do eleitorado nacional, representando pelo menos cinco estados. Mais de 1,5 milhão de brasileiros. Tendo tramitado no Congresso (em regime de urgência!) e sido aprovada pelo Presidente da República, enfrentou diversos recursos, mas o que fez a confusão mesmo foi o do Roriz. Caiu no Supremo Tribunal Federal. Data venia, tendo a crer que "quem Roriz por último, Roriz melhor". E viva a ilibação dos governantes biônicos da ditadura militar! E viva a morada no poder! E viva o mensalão! E viva o super faturamento de obras! E viva o desvio de recursos! E viva a falta de vergonha na cara! Tudo cláusula pétria! Dá-lhe, Roriz! Conseguiu fazer os ministros do STF tremerem diante do poder do efeito vinculante próprio da egrégia casa! Diante disso tudo, o que é uma lei de iniciativa popular? Questão interna corporis, uma animus abutendi!
Antes de minha egressão, mais um pouquinho do admirável e sui juris Angeli, num tempo em que a flora teima em dar frutos:
"Não vou para o céu, mas já não vivo no chão": sempre João Bosco
João Bosco em Maceió, a preços populares garantidos pelo Projeto MPB Petrobrás: TUDO DE BOM!!!!!!
Saio do teatro com a alma lavada, cantarolando, sem coragem de ligar o som do carro, disposta a eternizar a memória recente.
Esse cara marcou momentos da minha vida, como outros grandes da MPB. Mas hoje, aqui, sou toda dele.
João Bosco me faz compreender plenamente o sentido de "ser contemporâneo". Ele me acompanhou (e ainda me acompanha!) crescendo, mesmo sem saber. Lembro da minha impressão, aos 9 anos de idade, ao ver a capa de "Caça à Raposa". Um santo machucado, preso num tronco; um violeiro; uma arara. Fiquei com pena do moço da capa e, na minha cabeça de infante, indaguei o que aquilo tudo tinha a ver com a raposa. Pensei: "Cruzes! Que cantor esquisito!". Demorou até que eu começasse a entender toda aquela simbologia. Ainda hoje a obra de João Bosco me soa assim: é preciso revisitá-la sempre para que a gente não esqueça a história e é preciso acompanhá-la sempre para entender e viver a vida melhor. Exatos 35 anos depois, ele olha fundo da capa do novo CD e me diz: "Não vou para o céu"; e depois sussura: "Mas já não vivo no chão". Prefiro nem pensar. Um dia eu revisito isso.
No início dos anos 1990, andando numa tarde pela Cinelândia (fazendo sei lá o quê), passo em frente ao Teatro Rival, vejo a programação, cato as moedas e não resisto: aguardei quinze minutos e começou o show do cara. Ele, um banquinho (dois; num pequenino ele colocava os pés) e o violão. Terminei o show estatelada na poltrona, sem coragem de levantar. Perdida a aula na UERJ, peguei o caminho de casa. Passei uma hora num ônibus lotado, feliz como se estivesse numa limusine. A longa viagem do centro do Rio para o subúrbio do subúrbio carioca foi um deleite e Coelho Neto me pareceu um oásis.
Anos depois fui encontrar João Bosco no Canecão. Ele foi ao encontro também mas certamente não se lembrará de mim. O cara e uma banda maravilhosa. Cantou, dançou, gemeu, gargalhou. E eu cantei, dancei, gemi, gargalhei, mas só eu chorei: "Memória da Pele" me acaba! Com homem, sem homem, amando, não amando, acaba comigo!
No fim do terceiro casamento sofri a perda quase fatal: ele (o ex) confiscou minha coleção de CDs do João Bosco! Até hoje não superei isso. Por outro lado, o fato foi fundamental para que eu nem sentisse saudade do desalmado. Separação de pobre tem dessas coisas.
Morando em Cascavel, ficava fissurada quando tinha shows na cidade. Confesso que foram 10 anos sem muito critério (musical, que fique claro!), tamanha era a escassez de oportunidades de ver, ouvir, cheirar, tocar e comer quem canta. Show para mim é isso: pluralidade de sentidos. Acho que fui a todos nos dez anos que morei por lá. Não; quase todos.
Eis que, um belo dia do ano de 2002, um grande amigo me diz eufórico ao telefone: "Gegê! Vai ter show do João Bosco em Cascavel!". "Caraca! Não acredito! Deve ser mentira, cara!", disse eu. E ele, carregando no sotaque: "Capaz! Tá num outdoor! Meio assim: João Bosco canta Vinícius. Passei rápido com o carro, mas era isso". Pensei em sair debaixo das cobertas na mesma hora para ver na internet detalhes sobre o show. Mas o frio me puxou pela orelha e deixei para o dia seguinte. Trabalhei nos três períodos, e nada de tempo. No segundo dia depois da ligação, saí cedo do trabalho e, ao volante, só pensava em chegar em casa e resolver de vez a situação. Eu tinha que comprar logo os ingressos! Parada num sinal, impaciente, me deparo com o tal outdoor: "Cascavel recebe JOÃO BOSCO E VINÍCIUS!". Queria matar os três! O amigo ainda está vivo. Ficou tão chocado que perdoei.
Pela terceira vez tive um encontro com o gênio, os banquinhos e o violão. E experimentei o sexto sentido. O João Bosco cantou João Bosco, só para esclarecer.
No site da figura a gente pode ouvir TODAS as músicas de sua discografia: http://www.joaobosco.com.br
Divulgo meus álbuns favoritos, por década:
Anos 1970: "Galos de Briga" (1976) ou "Linha de Passe" (1979)? Ó, dúvida cruel!
Anos 1980: "Comissão de Frente" (1982). Mas "Bosco" (1989) é tudo de bom também!
Anos 1990: "Zona de Fronteira" (1991). Sem dúvida!
Anos 2000: "Malabaristas do Sinal Vermelho" (2003).
Fica o convite para os que gostam de saborear uma das melhores especiarias da música brasileira.
Para terminar, digo o seguinte:
1) Parafraseando Sergio Ricardo (o João Lufti), conforme escreveu no site do poderoso, brado: Ao ouvi-lo, gosto de ser brasileira.
2) Tudo dele é grandioso. Muitas canções são insuperáveis. Uma delas, em especial, me vence, subjuga, domina, destroi, arrasa, devasta, aniquila e humaniza:
3) "Em setembro, se Vênus me ajudar, virá alguém".
Aqui vai uma dica pra quem curte poesia e gosta de conhecer artistas brasileiros que não ocupam espaço na mídia e nas prateleiras por não terem recebido o "toque de Midas".
Tere Tavares é escritora e artista plástica, vive em Cascavel - PR e sempre me sensibiliza, me emociona, me torna mais gente e ajuda a fazer meus dias melhores. Quem precisa de Midas?
Quem quiser um aperitivo, é só dar um pulinho no blog da artista: M-eus Outros
Numa era em que a tecnologia disputa com Deus o posto de demiurgo das nossas vidas (como se disso precisássemos), eis que algumas "simples" criações atingem o posto de clássicos da inventividade humana:
Tudo o que funciona; o que pode dar certo; deixa rolar... Mais ou menos isso. No Brasil saiu "Tudo pode dar certo". Tá valendo.
Mais um escrito e dirigido pelo Woody Alen. Se há os que amam e os que odeiam, tô na primeira possibilidade. Tem críticas pra todo gosto.
Não fosse a força dos diálogos, a acidez do texto, o carisma dos personagens, seria um daqueles filmes água com açúcar, de final feliz. Ri o tempo todo dentro do cinema, mas refleti o resto da noite. E mesmo agora.
Fiquei a pensar na antinomias... Sorte, azar; rigidez, flexibilidade; perda, ganho; repelir, desejar... Essas coisas que a nossa ranhetice insiste em etiquetar separadamente mas que na verdade se misturam, se embaralham.
O "tiozinho" (Larry David) é apaixonante e a mocinha ingênua (Evan Rachael Wood) faz partir o coração de tão singela.
Dessa vez o Woody não atuou, mas vi o cara o tempo todo na megalomania do personagem principal.
Gostei também do "tiozinho" conversar com o público. Uma estratégia sempre interessante, especialmente quando o texto nos convida a pensar na vida. E em tudo que nela pode funcionar e até dar certo, mesmo quando tudo parece escangalhado e fora do lugar.
Hoje Quintana - o "poeta das coisas simples" - me traduz:
Inquietude
Esse olhar inquisitivo que me dirige às vezes nosso próprio cão... Que quer ele saber que eu não sei responder? Sou desse jeito... Vivo cercado de interrogações. Dinheiro que eu tenha, como vou gastá-lo? E como fazer para que não me esqueças? (ou eu não te esqueça...) Sinto-me assim, sem motivo algum, Como alguém que estivesse comendo uma empada de camarão sem camarões Num velório sem defunto...
[Mario Quintana (1906/1994); Velório sem defunto, 1990]
Domingo inteiro de boresta: vi as meninas do vôlei perderem pra Itália, falei com meu pai emprestado lá de Cascavel e com a família no Rio, preparei um omelete maravilhoso pro almoço, fiz as unhas, ouvi João Bosco, Revelação, chorei de saudade do meu pai Adilson e de alegria por estar viva, vi meu Flamengo mal das pernas (novamente!) e quando tudo indicava uma domingueira preguiçosa, sem grandes emoções, taquei o DVD "The Corporation" (Canadá; 2003) no aparelho. Caraca! Por que não vi esse troço antes? Há meses o bicho tá na minha estante e eu nem lembro como foi parar lá. Comprei? Peguei emprestado? Sei lá! Só sei que há tempos queria assistir. Demorei!
O documentário desnuda o caráter "patológico" das "pessoas jurídicas", em especial das grandes corporações. Numa analogia com tipologias psicológicas, as corporações são apresentadas como pessoas psicopatas e as características deste quadro são tratadas na tela, uma a uma.
Combinando informações, ocorrências e vários depoimentos (de gente do mais variado estirpe!), o documentário provoca a reflexão sobre o tamanho de nossa ignorância diante de grandes temas e situações que cercam nossa vida. As intervenções de Noam Chomsky são cortantes, assim como as de vários grandes empresários. Ambas cristalinas.
O filme é premiadíssimo, tanto pela sua qualidade quanto pela sua complacência com a continuidade do capitalismo. As corporações é que devem ter fim. Mas isso não diminui a qualidade da película. É imperdível.
Vou correndo procurar o livro que deu origem ao documentário: The corporation - the pathological pursuit of profit and power(A corporação - a busca patológica do lucro e do poder), de Joel Bakan. Ele também é o roteirista do documentário, que foi dirigido por Mark Achbar e Jennifer Abbott. Depois que ler o livro, volto a tocar no assunto.
Valeu o domingão da corporação!
PS: O domingo de boresta é parte do tratamento (Xô! trabalho no domingo!). Tá difícil, mas vamos que vamos!
A origem (Inception; início em inglês) (EUA/Reino Unido; 2010) tem muito mais do que a carinha do Leonardo DiCaprio na tela.
O mote básico do filme é como implantar uma ideia na mente de uma pessoa, sem que ela se dê conta disso, por meio de experimentos psicológicos. Sinceramente, achei a motivação do filme pouco original. As corporações fazem isso o tempo todo, com extrema eficiência, e a gente nem precisa estar dormindo. De toda forma, o roteiro vale pela inteligência com que foi tratado. Adorei o trabalho com as interconexões de espaço e tempo e as cenas num ambiente sem gravidade foram maravilhosas!
O diretor é Christopher Nolan, o mesmo das recentes versões do Batman (o terceiro está em preparação) e de filmes da linha "psychological movies" (Amnésia; Insônia). E gosta de filme longo: 2 horas e 22 minutos de história!
Só não foi a melhor coisa do meu sábado porque nada é melhor do que papear com os amigos. E sem muita cerveja (só uma garrafa). A vodka de sexta só foi embora no domingo de manhã.
Meio ressacada. De caipirosca. Putz... Nada de cerva boa no bar, aí fui de aguinha (vodka, em russo) e limão a noite toda. Uma ressaquinha, nada que exija o dia todo na horizontal, mas que efeito!
Nem tenho como culpar o limão. Minha boca é gosto de vodka pura! Descobri que foi o Mendeleev que inventou a fórmula perfeita da combinação de água (60%) e álcool (40%). O mesmo cara que organizou a tabela periódica. Cabra bom! Pra quem quer saber mais, dá uma olhada: http://www.mundoeducacao.com.br/quimica/o-inventor-vodca.htm
Se ele vivesse no Brasil agora, tava ferrado com o CNPq! Já pensou um Lattes assim?
Resultado de um teste sobre workaholic: "Luz vermelha piscando. Reavalie suas prioridades e redefina suas metas. Mude o que for possível mudar e adapte-se ao que foge ao seu controle".
"[...] Certo número de dias consecutivos destinados ao descanso de funcionários, empregados, estudantes, etc., após um período anual ou semestral de trabalho ou atividades" (Dicionário Aurélio).
Tô aprendendo a tirar férias.
Num período desses, há quem queira se ver distante do local de origem, dos amigos, da família... Curto as férias reencontrando tudo isso: o meu amado Rio de Janeiro, os amigos distantes, a família que é meu esteio.
Pena que as férias passam rápido demais... Mas o que anima a voltar ao trabalho é saber que só por causa dele tenho condições de planejar as férias que virão. Quarteto fantástico, aguarde: dezembro chega logo e a tia Gegê vai abraçar vocês de novo!